A Ciência Oaieme – Coaching e Mentoring – Curso – O Desenvolvimento.

Aula XXXV– Os Protocolos do 4° Poder – XXI

JB da Silva

Não discriminar a mãe solteira mais não compactuar com a maternidade ou paternidade irresponsável.

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Assim como na Espanha e outros países europeus, cresce no Brasil o número de Famílias Monoparentais. A Família Monoparental é constituída em primeiro momento por uma Mãe Solteira e sua prole ou em um segundo momento por mulheres que optaram após uma separação, não coabitar com um novo parceiro, não aceitando a sua participação na administração e manutenção da família.

Apesar da explicação anterior o enfoque da aula é a Mãe Solteira, principalmente na faixa etária de menina moça e a partir disso definir a sua situação em relação a Sociedade. Assim temos a Mãe Solteira e Desassistida e a Mãe Solteira Assistida.

Uma dos comportamentos mais infundados e recorrentes na Sociedade, neste mundo presumidamente moderno, é o preconceito acintoso a Mãe Solteira embora elas constituem 31% da população. Somado a isso, temos também as divorciadas com filhos e essas mulheres representam 44% dos casamentos no Brasil o que significa dizer que em média cerca de 61,36% das mulheres em algum momento ficaram sozinhas ou estão cuidando dos filhos e ainda tendo que enfrentar a jornada rotineira de trabalho.

Com cerca de 67 milhões de Mães, o Brasil apresenta a seguinte realidade; dessas Mães, 31% são solteiras o que significa dizer que elas e filhos representam mais ou menos 1/3 da população brasileira. Em sendo assim, não tem sentido o preconceito.

A bem da verdade, as políticas públicas atuais do Brasil exigem muito das famílias brasileiras, notadamente das monoparentais, lideradas por brasileiras pobres, mais pouco lhes oferecem ainda mais que; não existem políticas públicas voltadas para dar apoio e suporte as recentes Mães Solteiras e Desassistidas oriundas das classes de baixa renda e ainda ligadas ao mundo escolar.

Mesmo assim, sem um respaldo social efetivo, muitas ainda grávidas, continuam a frequentar as aulas e outras no entanto, por vergonha, abandonam os estudos. Como a gravidez precoce no período escolar é recorrente nas periferias das grandes metrópoles, constatou-se que pelo menos, em sua maioria , as jovens não são abandonadas pela família que em muitos casos se constitui de uma Família Monoparental.

Sem o apoio efetivo e afetivo dos pais e mães biológicos, da Grande Mãe, a Nação e do Grande Pai o Governo, começa assim para a jovem Mãe, a sua grande luta pela sobrevivência; muitas tentam uma nova parceria que na maioria dos casos não dá certo, muitas tentam o trabalho a troco de vil salário e outras no desânimo se entregam a prostituição e as drogas.

A vulnerabilidade social dessas jovens expressam contradições complexas; ser Mãe em situação de risco se entregando e agindo através da mendicância dependendo da caridade nem sempre honesta de estranhos ou o ser Mãe na acepção da palavra, assumindo a sua personalidade feminina, gerenciando a sua Família Monoparental com ou sem auxílio da sociedade, de sua família de origem ou de uma parceria duvidosa.

Muitos dos fatores de risco que afetam as Mães Solteiras estão diretamente relacionados à exclusão e à desigualdade social, e não necessariamente aos aspectos individuais de suas personalidades.

Devemos ponderar que os Sistemas ditos democráticos (“ou demoniocráticos ?”), expressam através de suas Leis o espírito machista de seus criadores ou Mentores e isso se reflete nas ações que envolvem a gravidez da Mãe Solteira pois em tais ações, na maioria das vezes o parceiro e pai não se faz presente a não ser no ato de reconhecer a criança oficialmente e o ter de contribuir com um auxílio financeiro imposto por lei. No entanto na maioria dos casos não participa da rotina do cuidar da criança cabendo o ônus de suprir carências e o cansaço do dia a dia a Mãe Solteira.

O futuro da Mãe Solteira está intrinsecamente ligado ao futuro da Família, da Sociedade e da própria Nação pois a sua situação de risco e penúria nos demonstra o que pode ser a Família, a Sociedade e a Nação no amanhã.

Muitos dos fatores de risco que afetam as Mães Solteiras estão diretamente relacionados à exclusão e à desigualdade social, e não necessariamente aos aspectos individuais de suas personalidades. Por isso é imprescindível se repensar com seriedade, programas de apoio em termos de trabalho e profissionalização, creches, geração de renda, estudo, escola, participação paterna, prevenção e controle de gravidez para adolescentes ao contrário da Globalização que através de seus neo liberais programas de assistência na América Latina, notadamente no Brasil, apenas estimulam a “gravidez precoce” que vai propiciar ao Sistema ter em mãos uma população de prestadores de serviço a preço vil.

Queiram ou não Governos e Religiões, a nível metafísico e transcendental, o Ícone Sagrado do 3° Milênio é a – Mãe – ou seja a População Materno Infantil. Acautelai-vos de um futuro incerto pois!

Em sendo assim como empresário, intelectual, membro do governo, religioso ou um(a) simples cidadão(ã) comum atento(a) ao problema e desafios, se posicione e exerça o seu inegável 4° Poder em prol da Mãe Solteira e Desassistida.

Bons estudos, bons proveitos, até a próxima aula e Inté.

Independência ou Sorte.

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