Informações e dados

Desde os tempos do Segundo Império vozes se levantaram em defesa da existência do Idioma Brasileiro, porém apesar dos defensores desta ideia serem homens públicos e em sua maioria eruditos, nunca obtiveram sucesso em sua luta pelo simples fato de que, não tinham armas para lutar.

O único argumento ou arma que tinham era o amor a Cidadania Brasileira. Enfrentando os apátridas que não eram e não são poucos logo eram vencidos, pois esbarravam nos fortes argumentos dos antagonistas; a língua portuguesa que tinha um alfabeto, um dicionário e uma gramática cheia de leis, regras e normas e o Idioma pressuposto o Brasileiro, apenas era no máximo um dialeto da língua portuguesa sem regras, sem normas e sem valia.

Mais hoje, uma nova cena se desenrola no palco. Inicia-se um novo processo cultural no Mundo e de colonizados, passaremos queiram ou não nações e etnias, a sermos Os Colonizadores. Para demonstrar isso tomemos estas quatro informações para iniciarmos os raciocínios.

1ª Informação

A língua portuguesa é uma língua românica flexiva que se originou no que é hoje a Galiza e o norte de Portugal derivada do “latim vulgar” que foi introduzido no oeste da península Ibérica há cerca de dois mil anos, tem um substrato Céltico/Lusitano resultante da língua nativa dos povos pré-romanos que habitavam a parte ocidental da Península Ibérica. (Galaicos, Lusitanos, Célticos e Conios).
As línguas românicas são a continuação do latim vulgar, o popular dialeto do latim falado pelos soldados, colonos e mercadores do Império Romano, que se distinguia da forma clássica da língua falada pelas classes superiores romanas, a forma em que a língua era geralmente escrita.

Entre 350 a.C e 150 d.C, a expansão do Império, juntamente com as suas políticas administrativas e educacionais, fez a língua Latina dominante na parte continental da Europa Ocidental. O latim também exerceu uma forte influência no sudeste da Inglaterra, nas províncias romanas da África e nos países dos Bálcãs ao norte da Linha Jireček.

Durante o declínio do Império, e após a sua fragmentação e colapso no século V, variedades do latim começaram a divergir em cada local de forma acelerada, e eventualmente evoluíram cada qual para um continuo de diferentes tipologias.

Os impérios ultramarinos estabelecidos por Portugal, Espanha e França do século XV em diante espalhou suas línguas para outros continentes, de tal forma que cerca de 70% de todos os falantes de línguas românicas vivem hoje fora da Europa.

Apesar das influências de línguas pré-romanas e das invasões, a fonologia, morfologia, léxico e sintaxe de todas as línguas românicas são predominantemente uma evolução do latim vulgar. Em particular, com apenas uma ou duas exceções, as línguas românicas perderam o sistema de declinação presentes no latim e, como resultado, têm estrutura de frase SVO (substantivo – Verbo – objeto) e fazem amplo uso de preposições.

2ª Informação

1. Dialetos portugueses insulares açorianos.
8. Dialetos portugueses insulares madeirenses.
4. E 10. Dialetos portugueses setentrionais: dialetos transmontanos e alto-minhotos.
9. 6. 5. Dialetos portugueses setentrionais: dialetos baixo – minhotos -durienses -beirões.
7. Dialetos portugueses centro -meridionais: dialetos do centro litoral. Inclui Coimbra, Leiria e Lisboa.2. E 3. Dialetos portugueses centro -meridionais: dialetos do centro interior e do sul. Regiões subdialetais com características peculiares bem diferenciadas
Dialetos portugueses setentrionais

Região subdialetal do Baixo -Minho e Douro Litoral inclui o Porto
Dialetos portugueses centro -meridionaisRegião subdialetal da Beira Baixa e Alto alentejo: zona centro- meridional. Região subdialetal do Barlavento de Algarve.

Portugal e dialetos

3ª Informação

Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. Alguns dialetos, como o dialeto caipira, já foram estudados, estabelecidos e reconhecidos por linguistas, tais como Amadeu Amaral. Contudo, há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos. Uma tentativa de classificação dos dialetos foi realizada pelo Antenor Nascentes.

1. Caipira – interior do estado de São Paulo, norte do Paraná, sul de Minas Gerais, sul de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul (Sul, Sudeste e Centro-Oeste)
2.Dialeto nordestino do norte – dialeto falado no norte da Região Nordeste, mais precisamente no Maranhão e Piauí, com influência do dialeto nortista.3. Dialeto nordestino do sul – dialeto falado no sul da Região Nordeste, mais precisamente na Bahia, com influência do dialeto mineiro.
4. Fluminense (ouvir) – Estado do Rio de Janeiro (capital e regiões litorânea e serrana) (Sudeste)5. Gaúcho – Rio Grande do Sul, com alguma influência do castelhano, caracteriza-se principalmente pelo uso do “tu”, da segunda pessoa do singular, no lugar de “você”, comumente falado nas demais regiões do País. (Sul).6. Mineiro – Minas Gerais (Sudeste)
7. Dialeto nordestino do centro – dialeto falado no centro da Região Nordeste, mais precisamente nos estados de Alagoas e Sergipe e interior do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Os pólos regionais de Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza apresentam um dialeto misturado (ouvir), com fortes influências dos dialetos paulistano, fluminense, sulista e naturalmente nordestino, devido à migração recente Sudeste e Sul e nordestinos que voltam de São Paulo e Rio de Janeiro.
8. Nortista – estados da bacia do Amazonas – (o interior e Manaus têm falares próprios)9. Paulistano – cidade de São Paulo e proximidades
10. Sertanejo – Estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Assemelha-se aos dialetos mineiro e caipira.
11. Sulista – Estados do Paraná e Santa Catarina. Este dialeto sofre inúmeras variações de pronúncia de acordo com a área geográfica, sendo influenciado pela pronúncia de São Paulo e Rio Grande do Sul com influências eslavas no Paraná e em algumas regiões de Santa Catarina, e na maioria das regiões deste estado influências portuguesas e gaúchas. Há pequena influência nas áreas de colonização alemã com sotaque.
12. Brasiliense – Devido às várias ondas de migração, a cidade de Brasília e proximidades desenvolveram seu próprio sotaque que não se assemelha a nenhum outro.
Brasil e dialetos

Após essa enumeração de todas as diferenças linguísticas divididas numa diversidade de regionalismos e gírias correlatas, não existem dialetos no Brasil e sim apenas falares regionais popularmente conhecidos como verdadeiros sotaques ou seja,variantes linguísticas do Idioma Brasileiro.

Os dialetos ou sotaques não pesquisados

Existe um enorme tráfego de cidadãos nas fronteiras para lá e para cá. Praticamente não existem fronteiras entre o Brasil e seus vizinhos. Como seus vizinhos falam o espanhol se admite a existência do “ portunhol”. Porém há de se ressaltar que existe 10 situações diferentes, as três Guianas, a Venezuela, a Colômbia, o Peru, a Bolívia, o Paraguai, o Uruguai e a Argentina. Então temos 10 dialetos ou sotaques não catalogados ou pesquisados. Assim são 22 os sotaques vivenciados no Brasil.

4ª Informação

Dados a considerar

As três informações primeiras são oficiais e estão à disposição de qualquer um na Internet. A 4ª Informação é dada pelo autor mais é do conhecimento de todos.

Além dessas informações podemos considerar os seguintes dados;

1° – O idioma português é originário do latim vulgar.
2° – As palavras do idioma português são originarias de outros idiomas europeus, asiáticos e africanos.3° – Se encontram nos modernos dicionários portugueses palavras de origem tupi-guarani mais são muito específicas como nome de cidades, animais ou plantas. O dicionário informa que são de origem brasileira mais não informa que é tupi-guarani. Realizando um confronto com o nosso Aurélio ou o Houaiss, verificamos que as palavras parecem ter sido escolhidas aleatoriamente tanto a tupi-guarani como as nascidas do nosso rico neologismo assim como as hibridas e as de origem africana.

4° – Nos dicionários portugueses não foram contatadas palavras com os seguintes terminais:

ápolis – Anápolis – Carmonápolis
ópolis – Petrópolis – Mariópolis – Rorainópolis
lândia – Curvelândia- Adelândia –
ânia – Alexânia – Abadiânia – Aragoiânia
nésia – Guaranésia – Divinésia
açu- Conceição do Lago-açu Tomé-açu
mirim – Igarapé-mirim Guajará-mirim

Estas palavras frutos da criatividade do brasileiro são milhares e nem se apresentou aqui a infinidade terminais de origem tupy guarani e africanas.

5° – A língua portuguesa não tem um idioma nativo para interagir eminentemente com o português falado em Portugal, pois em Portugal não existem etnias ancestres praticando sua língua viva, mais no Brasil existem mais de 180 línguas nativas interagindo com o Idioma falado em nosso dia a dia.

6° – A língua portuguesa não tem um embasamento metafísico -filosófico, monástico esotérico, lítero matemático, verso -prosaico e didático pedagógico de ensino, estudo, pesquisa e análises que a embase assim como a cultura portuguesa. O seu embasamento é e foi importado de outras civilizações através do catolicismo, do judaísmo, do islamismo, dos conceitos filosóficos gregos e dos repositórios orientais de conhecimento.

7° – Em Portugal são considerados oficialmente 10 dialetos ativos, no Brasil são 12 e outras 10 situações ainda não pesquisadas.

8° – O Idioma Brasileiro em parte, é originário do idioma português que é originário do latim vulgar.

9° – Muitas palavras do Idioma Brasileiro através do idioma português são originárias de idiomas europeus, asiáticos e africanos. Note-se que o Idioma Brasileiro também absorveu palavras diretamente de outros idiomas, sem a intermediação da língua portuguesa. Some-se a isso a incrível contribuição de nossas Línguas Nativas.

10° – Os dicionários editados no Brasil registram as palavras nativas, os neologismos e as palavras hibridas.

1° – O Idioma Brasileiro Livre é embasado por uma Doutrina, a Ciência Oaieme que possui Métodos e Sistemas metafísico filosóficos, monástico esotéricos, litero matemáticos, verso prosaicos e didático pedagógicos assim como um alfabeto próprio.

12° – O Idioma Brasileiro Livre, nosso vernáculo é constituído de 180 Línguas Nativas vivas e atuantes, a contribuição de pelo menos 10 Idiomas africanos e a contribuição da palavra falada e escrita da língua portuguesa bem como outras de origem europeia e asiáticas.

13° – O Idioma Brasileiro Livre tem a incrível característica de absorver qualquer idioma dentro de si, mais sua palavra falada ou escrita não pode ser absorvida por nenhum outro. Nem pela língua portuguesa. A grande força telúrica de nosso Idioma é o somatório de nossas Línguas Nativas, sem elas, o nosso Idioma seria um mero dialeto português.

14° – Dos 5564 Municípios Brasileiros, 1433 são batizados com nomes Indígenas, 3044 com nomes estrangeiros e 995 com nomes híbridos sendo que um grande percentual tem a contribuição de nossos Idiomas nativos.

15° – Nossa Marinha de Guerra possui 39 belonaves batizados com nomes Indígenas

16° – das 27 Unidades da Federação 14 receberam nomes Indígenas assim como 7 capitais

17° – Dos 1136 rios brasileiros 642 foram batizados com nomes Indígenas. Seria extenuante enumerar Instituições Públicas, Quartéis, Clubes, Ruas, Bairros, Praias e pessoas que foram batizadas com nomes Indígenas.

 

**** Fim.

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